quinta-feira, 19 de março de 2009

Ser ou Não Ser....


Eu tava aqui pensando desde a criação desse meu novo blog, o que postar? São tantas coisas pra escrever que me confundo dentro delas, pq acredito que cada coisa tem o momento certo pra ser dita, mas fiquei em dúvida de como começar...Aí pronto! Diante dessa palavra me veio uma frase:

" Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar."William Shakespeare


E com isso lembrei de HAMLET! Ele tb teve dúvida de como agir. Se ele teve eu tb posso ter, né? Afinal, uma obra de ficção tem que ter uma verossimilhança com o mundo real, para que possamos nos aproximar da história, certo??....kkkkkkkkkkkkkk


Um pouquinho de Hamlet....

Hamlet é a peça mais longa de Shakespeare, e provavelmente a que mais trabalho lhe deu, mas encontrou nos tempos um espaço que a consagrou como uma da mais poderosas e influentes tragédias em língua inglesa: durante o tempo de vida de Shakespeare, a peça estava entre uma das mais populares da Inglaterra e ainda figura entre os textos mais realizados do mundo.



O texto abaixo é momento em que HAMLET olha uma caveira e diz " ser ou não ser, eis a questão", onde ele indaga a si mesmo a condição que deveria seguir, a escolha a tomar, quando descobre as ações de seu tio para possuir o trono da Dinamarca. O tio matou seu pai e ainda engravidou a mãe. O texto relata a dor e o o sofrimento de Hamlet.




"Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre


Em nosso espírito sofrer pedras e setas



Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,


Ou insurgir-nos contra um mar de provocações


E em luta pôr-lhes fim? Morrer.. dormir: não mais.


Dizer que rematamos com um sono a angústia


E as mil pelejas naturais-herança do homem:


Morrer para dormir... é uma consumação


Que bem merece e desejamos com fervor.


Dormir... Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:


Pois quando livres do tumulto da existência,


No repouso da morte o sonho que tenhamos


Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita


Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.


Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo,


O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,


Toda a lancinação do mal-prezado amor,


A insolência oficial, as dilações da lei,


Os doestos que dos nulos têm de suportar


O mérito paciente, quem o sofreria,


Quando alcançasse a mais perfeita quitação


Com a ponta de um punhal?


Quem levaria fardos,


Gemendo e suando sob a vida fatigante,


Se o receio de alguma coisa após a morte,


–Essa região desconhecida cujas raias


Jamais viajante algum atravessou de volta


–Não nos pusesse a voar para outros, não sabidos?


O pensamento assim nos acovarda, e assim


É que se cobre a tez normal da decisão


Com o tom pálido e enfermo da melancolia;


E desde que nos prendam tais cogitações,


Empresas de alto escopo e que bem alto planam


Desviam-se de rumo e cessam até mesmo


De se chamar ação."






Nossa! Eu tô doida pra assistir essa montagem com o Wagner Moura!!!

Então vamos todos prestigiar essa grande junção atual no teatro....

Shakespeare + Aderbal + Wagner = HAMLET!

E VIVA O TEATRO!
Hasta La Vista!
Espero que curtam a dica!

Um comentário: