quinta-feira, 26 de março de 2009

"Existo, logo penso"


Assim falou Nietzche:


"Entre minhas obras ocupa o meu Zaratustra um lugar à parte. Com ele fiz à humanidade o maior presente que até agora lhe foi feito. Esse livro, com uma voz de atravessar milênios, é não apenas o livro mais elevado que existe, autêntico livro do ar das alturas [...] é também o mais profundo, o nascido da mais oculta riqueza da verdade, poço inesgotável onde balde nenhum desce sem que volte repleto de ouro e bondade " Nietzsche



Assim falou Zaratustra:


O homem é uma corda atada entre o animal e o supra-homem , algo a ser superado.


A vida é aqui e agora. Nada mais que isso. Querer qualquer coisa depois da vida é querer o nada. Na vida, tudo é transitório, nada é fixo.


Zaratustra vem ensinar que o homem deve vencer a si mesmo e que este combate não tem fim nem descanso. Por isso o homem fraco se desespera com a vida e busca sempre um porto fixo onde possa fingir que a vida é outra coisa e se livrar do desespero.

O tempo, nessa concepção, é um anel perfeito. Sem inicio nem fim, é uma estrada que só pode ser conhecida no portal do instante. Deste portal segue uma estrada infinita para trás e para frente, sendo o instante o ponto onde as duas estradas se encontram. Assim todas as coisas já aconteceram e irão acontecer novamente numa repetição infinita. Este eterno retorno é o mais pesado dos pesos. E Zaratustra é, antes de tudo, "o mestre do eterno retorno". Apresenta-o, por um lado, como assustador quando não mortífero e, por outro, como libertador, como a "fórmula suprema da afirmação". A existência, tal como é, sem sentido ou alvo, mas retornando inevitavelmente, sem um final no nada: 'o eterno retorno' . É a forma mais extrema do niilismo: o nada (o 'sem-sentido') eterno!

Todos os que perderam o sentido da vida, estão a procura do novo sentido, a grande esperança.

Mas os homens superiores não estavam preparados para o novo sentido e buscam o que adorar no lugar do Deus morto. E começam a adorar o jumento como encarnação da doutrina de Zaratustra, pois o jumento sempre diz: IA! (em alemão: sim!) Zaratustra os chama de volta a consciência. Os homens superiores estão longe de serem aquele que Zaratustra veio anunciar! Mas também descobriram satisfação com um instante que valeu a vida inteira. “Era isto a vida? – direi a morte. – pois bem: repita-se!” Com Zaratustra festejaram e embriagaram-se e na manhã seguinte eis que surge o leão que acaricia Zaratustra e põem em fuga os homens superiores . É o leão do “eu quero” que enche Zaratustra de alegria como que anunciando que o supra-homem está próximo, mas desperta o medo em todos os homens superiores . Medo da vontade livre que tudo quer e que sabe que deve destruir o velho para que o novo seja criado.



"
Aquilo que se faz por amor, parece ir sempre além dos limites do bem e do
mal."
Nietzsche

"Não poríamos a mão no fogo pelas nossas opiniões: não temos assim tanta certeza delas. Mas talvez nos deixemos queimar para podermos ter e mudar as nossas opiniões."
Nietzsche

"Quem combate monstruosidades deve cuidar para que não se torne um monstro. E se você olhar longamente para um abismo, o abismo também olha para dentro de você."
Nietzsche

"És
jovem e desejas filhos e casamento. Mas eu te pergunto : és vencedor de ti próprio, és o soberano dos teus sentidos? Ou fala em ti a necessidade física, o isolamento, a discórdia contigo próprio?" Nietzsche

"Se queres elevar-te, exercita a arte de esquecer."
Nietzsche

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